PORTAL DOS DESEJOS
31 Portanto, comerão do fruto do seu procedimento e
dos seus próprios conselhos se fartarão.
Provérbios de Salomão, cap. 1:31.
Salomão.
Rei,
pregador, escritor, juiz, compositor e poeta de DEUS.
Todo desejo é exigente,
Pois faz um descrente
Quando não se realiza.
Todo desejo é um copo vazio
Que traz em si o frio
Da desconfiança.
Todo desejo também
Pode ser uma taça cheia
Onde se encontra a teia
De total desilusão.
“Os desejos da vida formam uma corrente cujos elos são as esperanças.”
Sêneca (04 a.C. – 65 d. C.)
Filósofo, advogado, jurista, senador, escritor e jurista da época do
Império Romano.
Um desejo chama outro,
Pois cada elo de esperança
À frente avança
Em busca de outros.
A única coisa que não frustra
É aquilo que se busca
Pela ação do trabalho,
Pois tira do galho
O fruto do próprio esforço.
Desejo é sempre um medo
Que a pessoa tem
Quando não firma no bem
O seu Destino.
“A supressão dos desejos é também um remédio útil contra o
medo.”
Sêneca (04 a.C. – 65 d. C.)
Portanto, todo desejo é
Aquela falsa fé
Que põe o homem de pé
Por obras alheias.
O desejo é espaço vago
Que quer ser ocupado
Pelo desejo satisfeito.
“A
medida de uma alma é a dimensão do seu desejo.”
Gustave Flaubert (1821-1880).
Prosador
e escritor francês.
Realizar é o meio
De se colocar um freio
Nos desejos e sonhos.
Somente a ação no bem
Traz a sorte
Com o enorme dote
Do esforço próprio.
“O
desejo é a metade da vida; a indiferença a metade da morte!”
Khalil Gibran (1883-1931).
Poeta
e escritor libanês.
Pode alguém,
Desejar que o Hoje
Seja o Amanhã esperado
Que está sendo cuidado
Por um tempo que passa?
Pode afinal,
Almejar que o Presente
Seja impaciente
Com o Futuro?
Pode culpar o Passado
Que está do Outro Lado
Em outra dimensão?
“Dura é a luta contra o desejo, que compra o que
quer à custa da alma.”
Heráclito (540 a. C. - 470
a.C.).
Filósofo
grego.
Ter desejo imprudente
É ficar impotente,
Pois a semente
Plantada agora
Não dará na mesma Hora
O seu fruto.
E o Ontem
Não pode formar uma ponte
E atravessar para o Porvir confiante.
“O drama do homem é o de ser limitado nos meios e infinito nos desejos; assim, não pode ser plenamente feliz.”
Duque de La Rochefoucauld
(1613-1680).
Moralista francês.




