SAINDO DO LABIRINTO Portanto, assim diz o SENHOR Deus: Visto que
me fazeis lembrar da vossa iniquidade, descobrindo-se as vossas transgressões,
aparecendo os vossos pecados em todos os vossos atos, e visto que me viestes à
memória, sereis apreendidos por causa disso.
Livro
do Profeta Ezequiel, cap. 21:22.
Ezequiel - profeta, pregador e escritor
Obra de
Michelangelo Buonarroti - pintor, poeta, escultor e arquiteto italiano (1475-1564).
No
primeiro ato
O homem
está de fato
Montado
no cavalo branco,
Mas
sofrendo o balanço
Das
necessidades externas
Que
sufocam as belezas eternas.
Quando
se desata o primeiro selo
O homem
está montado
Num
cavalo de cor branca
E uma
bandeira levanta
Com o
nome de paz;
Mas
esta é a que traz
O
interesse oculto
De
assinar um estatuto
E logo
depois o rasgar,
Porque
jamais vai aceitar
Uma paz
interior,
Visto
estar no ardor
De
conquistar um trono
De
poderio meramente humano.
A Paz
de DEUS
Ainda
está muito distante
No seu
íntimo dissonante.
“No seio do homem virtuoso existe Deus.”

Sêneca - filósofo, escritor, mestre
da arte da retórica, membro do senado, questor e magistrado da justiça
criminal, durante o Império Romano.
E isso
logo veremos
Quando
teremos
O
segundo ato,
Porque
foi destruído
O
primeiro trato.
Quando
se desata o segundo selo
O corpo
fica aberto
E no
cavalo vermelho
O homem
monta a pelo
E sai
para guerrear
Para
conseguir
Tudo o
que precisar.
A paz
falsificada
Não
fica de pé
Porque
ele possui uma fé
Muito
vacilante
Onde o
bem está distante.
Com ele
percorremos
A
corrida aos bens não supremos
E logo
vemos
O
terceiro ato.
“O sol, por
amor, sustenta os mundos de nossa família planetária, sem esquecer-se de
oscular a pétala da rosa perdida no vale anônimo e desamparado.”
Nina Arueira - escritora, jornalista, líder sindical e poetisa brasileira (1916-1935).
Ele
desce do cavalo cor de sangue
E
completamente exangue
Com o
semblante desfeito
Sobe no
cavalo preto
Onde a
fome
Sempre
consome
O seu
cavaleiro.
Mas não
pára por aí,
Pois
vem o quarto ato
Quando
ele desce do alazão
E vai
subir com insatisfação
No
cavalo amarelo
Que
traz no seu prélio
A
chamada morte,
Tão
conhecida de Caim
A
sombra do mal
Que
tenta matar Abel
A
Plenitude do Bem,
Pois
lhe convém
Sempre
continuar
Para a
Vida conquistar.

Vê-se
que nessa corrida
É
sempre mantida
A
chamada Eternidade
Que
sempre invade
A
Criação Divina
Que
nunca termina
Quando
dissemina
Tantos
males.
Correu,
correu,
E não
se cansou
Porque
ainda optou
Pelo
quinto ato
Que lhe
põe em contato
Com o
Divino Cordeiro.
Quando
atravessa esta fase
A sua
Alma não menoscabe
A
Grandeza de DEUS
E sabe
que todos os filhos Seus
Só tem
uma continuidade:
A Vida
Eterna.
E
desesperado clama
Depois
de vaguear na lama
Dos
interesses mesquinhos
Que
formam um grande labirinto:
Só
existe um Caminho:
A
prática da Caridade.
Então,
sereno procura
Como
renovada criatura
A Face
do PAI Criador
Que
pelo Amor
Sustenta
a sua Eterna Existência.
“Aprendi com as primaveras a deixar-me
cortar e a voltar sempre inteira.”

Cecília Meireles - poetisa, jornalista e professora brasileira (1901-1964).
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