CABEÇA OU CAUDA
15 Não aproveitará ao Egito obra alguma
que possa ser feita pela cabeça ou cauda, pela palma ou junco.
Livro do Profeta Isaías, cap. 19:15.

Isaías, escritor, profeta e pregador

Obra de Michelangelo Buonarroti, pintor, escultor e arquiteto italiano (1475-1564).
Um cavalo é um animal de montaria
E o ser humano bastas vezes ao dia
Comporta-se como ele.
Serve ao bem e ao mal
De modo tão natural
Que chega até a duvidar
Que tudo pode comandar.
19 O vento os envolveu nas suas asas; e
envergonhar-se-ão por causa dos seus sacrifícios.
Livro do Profeta Oséias, cap. 4:19.
Oséias, escritor, profeta e pregador
Obra de Antônio Francisco Lisboa, escultor, arquiteto e entalhador
brasileiro (1730-1814).
Ele é ao mesmo tempo
O cavalo e o homem,
Que viaja nas asas do vento
Das diversas mutações.
A VISÃO
8 Tive de noite uma visão, e eis um
homem montado num cavalo vermelho; estava parado entre as murteiras que havia
num vale profundo; atrás dele se achavam cavalos vermelhos, baios e brancos.
Livro do Profeta Zacarias, cap. 1:8.
Isaías, escritor, profeta e pregador

Obra de Michelangelo Buonarroti, pintor, escultor e arquiteto italiano (1475-1564).
Ele é o homem preparado
Que tem uma força armada
Que é sustentada
No arco e na coroa,
Ornamentos de reis e principados.
2 E olhei, e eis um cavalo branco e o
seu cavaleiro com um arco; e lhe foi dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para
vencer.
Apocalipse de JESUS, segundo João, cap.
6:2.
Ele assina um Tratado de Paz,
Mas se compraz
Nos próprios interesses.
3 Quando o Cordeiro de DEUS abriu o
segundo selo, ouvi o segundo ser vivente que dizia: Vem e vê!
Apocalipse de JESUS, segundo João, cap.
6:3.
Ele é o escritor sem freio
Que em qualquer meio
Por onde passa
Semeia junto à massa
O caos da discórdia
Pela palavra escrita e falada,
Sem um pingo de misericórdia.
5 Assim, também a língua, pequeno órgão,
se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!
Epístola de São Tiago, cap. 3:5.
São Tiago, escritor, pregador e apóstolo de JESUS
Pelo pensamento e pela ação,
Ele extermina uma civilização
Sem espada na mão.
5 Vem e vê! Então apareceu um cavalo
preto e o seu cavaleiro com uma balança na mão.
Apocalipse de JESUS, segundo João, cap.
6:5.
Ele é o juiz asnático
Que semeia a injustiça,
A incultura, a má cobiça,
O mau orgulho, o cinismo,
A fome, o comodismo,
O mau egoísmo, o preconceito,
E tudo o que não é direito.
Ele promove o desemprego,
A falta de moradia,
O aborto, a droga e a prostituição,
Porque usa erradamente
O Cetro da Legislação.
7 Quando o Cordeiro de DEUS abriu o
quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente, dizendo: Vem e vê!
Apocalipse de JESUS, segundo João, cap.
6:7.
Ele é o cientista
Que deixa o ser humano
Ficar em um plano
Onde nada se resolve,
Pois a enfermidade
Nunca é retirada
Do seio da Humanidade,
Onde Espírito é o paciente
Que está doente
Por falta de conhecimento.
9 Quando o Cordeiro de DEUS abriu o
quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que tinham sido mortos por
causa da palavra de DEUS e do testemunho que Dele tinham dado.
Apocalipse de JESUS, segundo João, cap.
6:9.
É o filósofo leviano
Que viaja pelo mundo
Semeando um mal profundo
No recôndito da consciência
Que vai à falência
Pelo seu mau proceder.
Ele é o teórico do desamor
Que sem forma e sem cor
Levou muita gente,
Mesmo não sendo carente
A ficar debaixo do altar
Do seu poderio passageiro.
“Na mão de Deus, na sua mão direita,
Descansou afinal meu coração.”
Descansou afinal meu coração.”
Antero
de Quental, poeta português (1842-1891).
Ele é o homem indomável
Que viu o Divino Cordeiro
Abrir o quinto selo
Onde várias Almas
Clamavam por Justiça.
12 Vi quando o Cordeiro de DEUS abriu o
sexto selo, e eis que sobreveio grande terremoto.
Apocalipse de JESUS, segundo João, cap.
6:12.
Ele é o homem de negócios,
E é ao mesmo tempo o cavaleiro
Que viu o Divino Cordeiro
Abrir o sexto selo,
E sofrer o grande terremoto
Onde o sol de sua sapiência
Tornou-se negro como um saco de crina
E a lua da sua inteligência
Tornar-se toda como sangue,
Por causa de tantos sacrilégios.
Ele é o ser bem sucedido,
Que viu as suas estrelas
Caírem de um céu
De perfeita parceria
Que sempre o fazia
Ser poderoso.
Ele é o ser inteligente
Que vê descontente
A sua figueira
Ser abalada por vento forte
Do sul e do norte
E deixar cair os seus figos verdes:
Isto é, as suas ideações.
Ele vê o seu céu empresarial
Enrolar-se como um pergaminho
E ficar sozinho
No próprio levantamento.
“Chegar onde eu cheguei, subir à altura
Onde agora me encontro - é ter chegado
Aos extremos da Paz e da Ventura!”
Onde agora me encontro - é ter chegado
Aos extremos da Paz e da Ventura!”

Antero
de Quental, poeta português (1842-1891).
Ele observa estarrecido
Os seus montes e ilhas
Movidos dos seus altos lugares
E caírem nos lagares
Para serem desmantelados.
Ele estupefato vê
O que João, o Profeta prevê
Há mais de mil anos,
Onde os seres humanos
De baixa e alta posição
Gritar sem nenhuma compaixão
Que os montes e rochedos
Caiam sobre eles
E os escondam da ira de DEUS
E do Seu Cordeiro
Nas cavernas e nos penhascos.
1 Quando o Cordeiro de DEUS abriu o
sétimo selo, fez-se grande silêncio no céu cerca de meia hora.
Apocalipse de JESUS, segundo João, cap.
8:1.

JESUS e João Evangelista
Obra de Sebastiano Ricci, pintor italiano (1659-1734).
Ele é o descrente
Que vê o Divino Cordeiro
Abrir o sétimo selo
E fazer no céu um grande silêncio,
Assinalando o tempo
Para o maior acontecimento:
O encontro com si mesmo.
Então, incenso, vozes e trovões
Fazem-se em profusão,
Acompanhados de estrondos e relâmpagos,
Que não causam espantos
À sua Alma.

“Deus é o templo do Bem. Na altura Imensa,
O amor é a hóstia que bendiz a Crença,
ama, pois, crê em Deus, e... sê bendita!”
O amor é a hóstia que bendiz a Crença,
ama, pois, crê em Deus, e... sê bendita!”

Augusto dos Anjos, poeta brasileiro
(1884-1914).
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