domingo, 9 de maio de 2021

POEMA DE GLÓRIA

POEMA DE GLÓRIA

45 Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que Lhe foram ditas da parte do Senhor.

Evangelho de JESUS CRISTO, segundo São Lucas, cap. 1:45.



Santa Maria e Santa Isabel.


 Obra de Carl Heinrich Bloch (1834-1890).

Pintor dinamarquês.

Ó Minha Mãe,

Luz da minha existência

Limpa a minha consciência

De toda a intolerância.

 

Livra a minha Alma

Da arrogância que atrapalha

A minha redenção.

 

“Vós que nascestes num mundo mais propício por que não sois grandes, maiores que os maiores?

Nina Arueira (1916-1935).

 

Mãe, amor sempre correspondido

Seja o meu eterno abrigo

Em toda parte do mundo.

 

O sol, por amor, sustenta os mundos de nossa família planetária, sem esquecer-se de oscular a pétala da rosa perdida no vale anônimo e desamparado.”

Nina Arueira (1916-1935).



Rosa do Deserto.

 

Mãe, que me viu nascer

No berço da terra

E que não me deixa ficar nela

Porque quer a minha evolução.

 

Mãe, és um Poema de Glória,

Pois concedes a Vitória

A filhos milenares.



“Acordai, gente de minha terra, porque o dia se alevanta por sobre tudo, a noite dos sonhos e das insônias se diluiu na luz.

Nina Arueira (1916-1935).

 

Mãe, Tu abres os portais

Da Terra e do Céu

Para que muita geração

Saia da escravidão

De total ignorância.

 

“Meu barco andou buscando um navegante
Que se esquecera ao longe e, muito embora
Venha das sombras de um país distante,
Vai demandando a luz da eterna aurora!”


Nina Arueira (1916-1935).

Escritora, jornalista, líder sindical e poetisa brasileira.

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