POEMA DE GLÓRIA
45 Bem-aventurada a que creu, porque serão
cumpridas as palavras que Lhe foram ditas da parte do Senhor.
Evangelho de JESUS CRISTO, segundo São Lucas,
cap. 1:45.
Santa Maria e Santa Isabel.
Obra de Carl Heinrich Bloch (1834-1890).
Pintor dinamarquês.
Ó Minha Mãe,
Luz da minha existência
Limpa a minha consciência
De toda a intolerância.
Livra a minha Alma
Da arrogância que atrapalha
A minha redenção.
“Vós
que nascestes num mundo mais propício por que não sois grandes, maiores que os
maiores?”
Nina
Arueira (1916-1935).
Mãe, amor sempre correspondido
Seja o meu eterno abrigo
Em toda parte do mundo.
“O sol, por amor,
sustenta os mundos de nossa família planetária, sem esquecer-se de oscular a pétala
da rosa perdida no vale anônimo e desamparado.”
Nina
Arueira (1916-1935).
Rosa do Deserto.
Mãe, que me viu nascer
No berço da terra
E que não me deixa ficar nela
Porque quer a minha evolução.
Mãe, és um Poema de Glória,
Pois concedes a Vitória
A filhos milenares.
“Acordai,
gente de minha terra, porque o dia se alevanta por sobre tudo, a noite dos
sonhos e das insônias se diluiu na luz.”
Nina
Arueira (1916-1935).
Mãe, Tu abres os portais
Da Terra e do Céu
Para que muita geração
Saia da escravidão
De total ignorância.
“Meu barco andou buscando um navegante
Que se esquecera ao longe e, muito embora
Venha das sombras de um país distante,
Vai demandando a luz da eterna aurora!”
Escritora,
jornalista, líder sindical e poetisa brasileira.




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