segunda-feira, 31 de maio de 2021

O DIA DA EXPIAÇÃO

O DIA DA EXPIAÇÃO

21 Arão porá ambas as mãos sobre a cabeça do bode vivo e sobre ele confessará todas as iniquidades dos filhos de Israel, todas as suas transgressões e todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode e enviá-lo-á ao deserto, pela mão de um homem à disposição para isso.

22 Assim, aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles para terra solitária; e o homem soltará o bode no deserto.

Levítico, Terceiro Livro de Moisés, cap. 16:21 e 22.



O bode expiatório.

 

Quem nos arremessou para estes lados

De mundos muitos atrasados

Foram os nossos pecados.

 

“Minha existência começava a me espantar seriamente. Não seria eu uma simples aparência?

Friedrich Nietzsche (1844-1900).

 

DEUS não se alegra

E a nenhum Espírito deserda,

Mas o entrega

À Lei de Causa e Efeito,

Por todo malfeito

Que praticou.

 

“Julga-se que a necessidade é a causa que cria algo; mas a necessidade, na maior parte das vezes, é o efeito desse algo.

Friedrich Nietzsche (1844-1900).

 

Todo malefício

Exige um pessoal sacrifício

No corpo ou no Espírito.

 

Todo Espírito pode muito bem

Permanecer no mundo espiritual

Sem entrar afinal

Num corpo carnal.


“Aquele que abandonou a Deus prende-se em redobrada severidade à crença na moral.

Friedrich Nietzsche (1844-1900).

 

Mas se um povo sai

Da órbita do Criador

É porque a desobediência

Colocou –o na dependência

De mundos hostis.

 

MUNDOS MATERIAIS

1 No princípio, criou Deus os céus e a terra.

2 A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.

Gênesis de Moisés, cap. 1:1 e 2.


Moisés.

Escritor, pregador, legislador, juiz e profeta de DEUS.

 

Todos os mundos materiais

Foram por DEUS criados

Porque os expulsos dos mundos felizes

Tinham que fixar raízes

Em mundos terrenos

Até vencerem os extremos

Dos seus deslizes.

 

DEUS, por causa da nossa falha

Teve que criar casa de palha

Em mundos primitivos,

Para que os nativos

Que não aprenderam a Lei Divina

Tivessem a chance

De melhorar a própria sina.

 

Após muito expiar

E seus débitos pagar

Em mundos inóspitos,

Terão um enorme motivo

Para retornar ao convívio

Do Pai Criador.

 

“Quem teria razões para se afastar da realidade com mentiras? Só quem com ela sofre.

Friedrich Nietzsche (1844-1900).

Filósofo, escritor, poeta e filólogo alemão.

domingo, 9 de maio de 2021

POEMA DE GLÓRIA

POEMA DE GLÓRIA

45 Bem-aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que Lhe foram ditas da parte do Senhor.

Evangelho de JESUS CRISTO, segundo São Lucas, cap. 1:45.



Santa Maria e Santa Isabel.


 Obra de Carl Heinrich Bloch (1834-1890).

Pintor dinamarquês.

Ó Minha Mãe,

Luz da minha existência

Limpa a minha consciência

De toda a intolerância.

 

Livra a minha Alma

Da arrogância que atrapalha

A minha redenção.

 

“Vós que nascestes num mundo mais propício por que não sois grandes, maiores que os maiores?

Nina Arueira (1916-1935).

 

Mãe, amor sempre correspondido

Seja o meu eterno abrigo

Em toda parte do mundo.

 

O sol, por amor, sustenta os mundos de nossa família planetária, sem esquecer-se de oscular a pétala da rosa perdida no vale anônimo e desamparado.”

Nina Arueira (1916-1935).



Rosa do Deserto.

 

Mãe, que me viu nascer

No berço da terra

E que não me deixa ficar nela

Porque quer a minha evolução.

 

Mãe, és um Poema de Glória,

Pois concedes a Vitória

A filhos milenares.



“Acordai, gente de minha terra, porque o dia se alevanta por sobre tudo, a noite dos sonhos e das insônias se diluiu na luz.

Nina Arueira (1916-1935).

 

Mãe, Tu abres os portais

Da Terra e do Céu

Para que muita geração

Saia da escravidão

De total ignorância.

 

“Meu barco andou buscando um navegante
Que se esquecera ao longe e, muito embora
Venha das sombras de um país distante,
Vai demandando a luz da eterna aurora!”


Nina Arueira (1916-1935).

Escritora, jornalista, líder sindical e poetisa brasileira.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

HÁ LÍRIOS NOS CAMPOS

HÁ LÍRIOS NOS CAMPOS

28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo; eles não trabalham, nem fiam.

29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

Evangelho de JESUS CRISTO, segundo São João, cap. 6:28 e 29.



JESUS CRISTO



Obra de Tarsila do Amaral (1886-1973).

Pintora e desenhista brasileira.

 

Há lírios no campo da Política

 Mamando nas tetas do Governo,

Sem o mínimo apego

Ao setor de trabalho.

 

“Deixemos entregues ao esquecimento e ao juízo da história os que não compreenderam e não amaram esta obra.

Juscelino Kubitschek (1902 - 1976).

 

No campo da Religião

Há lírios de montão

Que jamais dão

A devida atenção

À vida dos fiéis.

 

No campo da Filosofia

Há lírio que desabrocha,

Mas nunca se importa

Com a seiva eterna

Que deve dar frutos pela Terra.

 

Há lírios no campo da Ciência,

Cuja experiência

É muito prolongada

E não resolve nada.

 

“Queremos conviver pacificamente com todos os povos da terra, somos fervorosos partidários da paz.

Juscelino Kubitschek (1902 - 1976).

 

O cientista pega

O dinheiro sagrado

Coloca no cofre trancado

Para uso próprio.

 

No campo do Esporte,

Há lírio do campo à beça

Que quer fazer a sua festa

À custa do Clube.

 

Pensa:

Se o time ganhar, ganhou,

Se não ganhar, de mim não levou

Nem um tostão.

 

Existem lírios no campo da Arte,

O que é um disparate;

Obras que são copiadas

E outras roubadas

Dos verdadeiros Artistas.

 

Por toda parte

O que mais tem é lírio do campo

Que por todo canto

Suga a energia do progresso.




Na Economia,

É observado todo dia

Lírios que crescem,

Mas jamais se comprometem

Com a sorte da sociedade.

 

“Costumo voltar atrás, sim. Não tenho compromisso com o erro.

Juscelino Kubitschek (1902 - 1976).

 

Há tanto lírio campal

Que esperemos em DEUS um final

Para o seu mal uso.

 

“Creio na vitória final e inexorável do Brasil, como Nação.


Juscelino Kubitschek (1902 - 1976).

Político brasileiro. Foi presidente do Brasil entre 1956 e 1961.

domingo, 14 de março de 2021

O MASCARADO

O MASCARADO

1 Vi quando o Cordeiro de DEUS abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes, dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem e vê!

2 E olhei, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e lhe foi dada uma coroa; e Ele saiu vencendo e para vencer.

Apocalipse de JESUS, segundo São João, cap. VI:1 e 2.



A Transfiguração de JESUS



Obra de Francesco Zuccarelli (1702-1788).

Pintor italiano.

 

Até hoje no meio da massa

Toda pessoa usa máscara

Para se esconder.

 

Aqui na terra toda face

Está com um disfarce

Que nem o espelho tira

Quando se mira

Na parede do lar.



A Criança no espelho



Obra de Donald Zolan, pintor norte-americano.

 

“Engana-se, senhor, trago essa máscara risonha, mas sou triste. Sou um arquiteto de ruínas."

Machado de Assis (1839-1908).

 

Chegando ao Mundo da Forma

A pessoa se transforma,

Pois do Outro Lado

O perispírito do passado

É totalmente apagado,

E uma nova roupagem

Recebe na viagem

Para este Mundo.

 

“O tempo, esse químico invisível, que dissolve, compõe, extrai e transforma todas as substâncias morais.”

Machado de Assis (1839-1908).

 

E, mesmo chegando aqui

As mutações acontecem,

Pois os corpos crescem.

 

Todo Ser Humano

Chega a este plano

No corpo de um Bebê

E continua a desenvolver

Toda a mudança

Que sempre avança

Neste mundo de materialidade,

Onde a realidade

É a Energia

Que aprendemos todo dia

Que é o Espírito Eterno,

O corpo que o fogo do inferno

Não pode substituir.

 

“Purgatório é uma casa de penhores, que empresta sobre todas as virtudes, a juro alto e prazo curto.”

Machado de Assis (1839-1908).

 

Todo o Reino

Criado pelo Pai Supremo

Tem a Essência Espiritual

Que nenhum mal

Pode destruir.



 

A Aura de tudo

Mostra que um sobretudo

Livra toda a Criação

Das garras da destruição.

 

“Recorreu aos livros, mas não lhe aproveitou o recurso, porque se os olhos corriam no papel, o espírito estava ausente, no tempo e no espaço.”


Machado de Assis (1839-1908).

Escritor, poeta brasileiro, presidente da Academia Brasileira de Letras e um dos seus fundadores.